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"Há um pássaro azul no meu coração que quer sair, mas eu sou demasiado esperto, só o deixo sair à noite. Quando todos estão a dormir. Digo-lhe, eu sei que estás aí, por isso, não estejas triste. Depois, coloco-o de volta, mas ele canta um pouco lá dentro. Não o deixei morrer de todo, e dormimos juntos, assim, com o nosso pacto secreto. E é bom o suficiente para fazer um homem chorar. Mas eu não choro. E tu?" Bukowski.


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Eu não tinha interesses. Eu não tinha interesses por nada. Não fazia a mínima ideia de como iria escapar. Os outros, ao menos, tinham algum gosto pela vida. Pareciam entender algo que me era inacessível.
Charles Bukowski  (via incolumo)
Me deixa ser quem faz o laço da gravata do mordomo que te serve o jantar, me deixa ser o suporte que segura a tela plana da sua sala no lugar, me deixa usar o pé pra equilibrar aquela mesa bamba que você aposentou há mais de um mês, me deixa ser a sua estátua de jardim, o seu cabide de casacos, só não me tira de vez da sua casa. Eu posso ser a empregada da empregada da empregada da empregada do seu tio. Me deixa ser o seu pinguim de geladeira, eu fico uma semana inteira sem mexer, me deixa ser o passarinho do relógio que de hora em hora pode aparecer, pra eu te ver… Me deixa ser quem passa a calça que você precisa usar no seu jantar à luz de velas com alguém me deixa ser quem deixa vocês dois de carro em um restaurante caro. Só não deixa eu ser ninguém na sua vida?
Clarice Falcão (via incolumo)
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A alternância de amor e ódio caracteriza, durante muito tempo, a condição íntima de uma pessoa que quer ser livre no seu juízo acerca da vida; ela não esquece e guarda rancor às coisas por tudo, pelo bom e pelo mau. Por fim, quando, à força de anotar as suas experiências, todo o quadro da sua alma estiver completamente escrito, já não desprezará nem odiará a existência, mas tão-pouco a amará, antes permanecerá por cima dela, ora com o olhar da alegria, ora com o da tristeza, e, tal como a Natureza, a sua disposição ora será estival, ora outonal. Quem quiser seriamente ser livre perderá de mais a mais, sem qualquer constrangimento, a propensão para os erros e vícios; também a irritação e o aborrecimento o acometerão cada vez mais raramente. É que a sua vontade não quer nada mais instantaneamente do que conhecer e o meio para tanto, ou seja, a condição permanente em que ele está mais apto para o conhecimento. 

Friedrich Nietzsche

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O poema é uma garrafa de náufrago jogada ao mar.
Quem a encontra
Salva-se a si mesmo…
— Mario Quintana (via cafeinados)
O segredo era manter quatro paredes ao redor da gente. Dento de quatro paredes, tinha-se uma chance. Uma vez que está na rua, já não há chance alguma, está tudo perdido, tudo perdido. Por que roubar algo se não se pode cozinhar seja lá o que for? como vai trepar com alguém morando no beco? como se pode transar com alguém com todo aquele ronco dos albergues municipais? E como resistir quando seus sapatos são roubados? E o fedor? E a loucura? Não dá nem pra tocar uma punheta. Você precisa de quatro paredes. Dê um homem quatro paredes por tempo suficiente e é possível que ele consiga se tornar o dono do mundo.
Bukowski (via rapazelho)

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